Sortudo aquele que consegue um emprego!
E o que não o consegue ou o perdeu?
Que fazer?
Bem dizia, há cerca de dois anos, um dos meus irmãos, que as pessoas iam voltar a trabalhar no campo para poder ter o que comer. Provavelmente, a solução até passa por aí. Voltar à aldeia e trabalhar a terra.
Situações de desemprego, novas ou não, são conjunturas de desespero que levam as pessoas à desolação. E tudo isto funciona como uma bola de neve que rola a uma velocidade estonteante do pico da montanha em direcção à sua raíz.
Quando a necessidade se situa precisamente na base da pirâmide, ao nível mais básico e elementar… é ultra-urgente que se volte um olhar activo para salvar a dignidade destas vidas.
Crise, crise, crise…. Deixem essa palavra para trás e caminhem no sentido de trabalhar a favor da prosperidade. Pare-se de se dar tanta ênfase a este conceito tão gasto e rompido nos últimos dias, pela comunicação social e, no fundo, por todos os demais mortais. Como bode expiatório tem funcionado esta noção de que o período é de crise. É-o. Não se pode nem deve negar. Porém, o que se deve e pode é deixar de pensar tão negativamente, atraindo dessa forma mais medo, mais apreensão, mais desconfiança, relativamente à circulação de capitais.
Eu, que pouco ou nada entendo de economia, atrevo-me a expressar a minha convicção. É preciso poupar sim, mas possibilitem a circulação do dinheiro. Permitam-me um exemplo: Se eu, assim como a maior parte das pessoas, cortar a ida ao cabeleireiro, a cabeleireira não terá como ir ao talho e o talhante, desta forma, perderá a capacidade ir ao café; o dono deste estabelecimento comercial deixará de poder pagar ao seu funcionário, que irá para o desemprego, sem ter como comprar o seu pão de cada dia; o mesmo comerciante deixará de se abastecer de tanto café, gelados, refrigerantes… enfim, tudo de diferentes empresas, que sentirão, de certeza, o reflexo negativo desta bola em crescimento.
Dêem e dêem-se mais!!! Abandonem o individualismo.
Está a provar-se que não é boa filosofia! O resultado está à vista: ricos, cada vez, mais ricos e pobres, cada vez, mais pobres.
Abram as mãos e os corações!!!